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Gesmar
Borges
Pesquisador. Cambará do Sul/RS
A grafia
de nomes e sobrenomes germânicos não era familiar, não
era rotineira aos escrivães ou substituintes no Litoral Norte gaúcho
no século XIX e primórdios do século XX. Ainda mais
quando nomes e sobrenomes eram pegos de ouvido. Sons muito estranhos,
incompreensíveis, complicados. E o anotante ou registrante fazia
o que podia.
Hoje, através da pesquisa, constatam-se muitas trocas de letras,
de sílabas, por adição ou supressão de vogais
ou consoantes: Joachin e Jaohim ficou Joaquim; Krasburger resultou Kras
Borges; Haupt é Raupp; Appel, Abel; Luppert, Lupa.
José Mathias Deutsch e Mariana Krasburger Deutsch, casal de imigrantes
primitivos proprietários do Faxinal, proximidades do campus da
ULBRA/Torres até o Campo Bonito, foram beneméritos edificadores
da pioneira Igreja São Domingos das Torres. O casal teve oito filhos,
seis nascidos no Brasil; um deles, Manoel José Deutsch, teve o
filho Aquilino Deutsch que com Santina Joaquim Deutsch teve Carlos Joaquim
Daitx.
Ely, Nilza Huyer (organizadora), Torres Marcas do Tempo 175 anos II Simpósio sobre Imigração
Alemãno Litoral Norte/RS, Est Edições
Porto Alegre 2003, p. 168.
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